O objetivo principal desse blog é abrigar diversos artigos publicados na Internet em variados sites espíritas, além, de matérias de estudo, entrevistas, novidades e notícias do movimento espírita do Brasil e de todo o Mundo. Que Nosso Divino Mestre, nos inspire e guarde em sua sublime paz, hoje e sempre!
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
sábado, 2 de abril de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
Atendimento fraterno
Atendimento fraternoAutora: Vanda Simões
0.0 - Objetivos
2.0 - Papel do Centro Espírita na sociedade
3.0 - Esquema do Atendimento
3.1 - Recepção e Triagem
3.2 - Entrevista
3.3 - Local das entrevistas
3.4 - O entrevistador
3.5 - O entrevistado
3.6 - Fichas de informações
3.6 - Carteira de controle
4.0 - Exame espiritual
5.0 - Remédios
5.1 - Orientação ao enfermo
5.2 - Fluidoterapia
5.3 - Reunião mediúnica
5.4 - Cuidados médicos
5.5 - Ocupação do enfermo
6.0 - Resultados
6.1 - Avaliações
6.2 - Encaminhamento do Assistido
1.0 - Objetivos
O Atendimento Fraterno na casa espírita é um trabalho estruturado de forma a receber, em primeira mão, as criaturas necessitadas de ajuda que procuram na Doutrina Espírita a solução ou alívio para problemas de toda ordem. Essas pessoas, na maioria das vezes, já vêm de outras experiências no campo do auxílio e procuram o Centro Espírita, como "último recurso" para seus males. Muitas vezes céticos, esses indivíduos necessitam de boa dose de estímulo para permanecerem firmes na decisão de encontrar respostas para suas perguntas. O Atendimento Fraterno desempenha esse papel de recepção, esclarecimento básico, amparo, reajuste e redirecionamento de idéias. Trata-se de uma atividade que deve ser feita com seriedade, disciplina e preparo, pois às vezes, sendo esse o primeiro contato que o assistido tem com o Espiritismo, vai obrigatoriamente refletir a seriedade ou não do trabalho da casa.
Torna-se, pois, necessário, que os centros espíritas que se propuserem a esse tipo de trabalho assistencial tenham idéia da gravidade da tarefa que estão a empreender, a fim de que não cometam erros desnecessários.
2.0 - Papel do Centro Espírita na sociedade
O papel fundamental do Centro Espírita na sociedade é ajudar as pessoas no processo de reequilíbrio, levando a mensagem moral de Jesus, à luz da Doutrina Espírita, à vida daqueles que ainda se encontram sob o jugo da ignorância. O Espiritismo, sendo o Consolador prometido pelo Mestre, deverá exercer um papel de agente transformador das criaturas, reconduzindo-as ao equilíbrio, através do esclarecimento. Cabe, portanto, à casa espírita, exercer influência na mudança de comportamentos e atitudes dos que a procuram na ânsia de receber ali a cura para seus males.
Imperativo, pois, que o Centro Espírita disponha de mecanismos que possam melhor atender essas pessoas, orientá-las e encaminhá-las para a área de atividades doutrinárias que for mais conveniente. Esse tipo de serviço, prestado com o intuito de receber, ouvir, orientar e encaminhar o paciente na casa de caridade, é o Atendimento Fraterno.
3.0 - Esquema do Atendimento
Todo trabalho prático precisaria ser fundamentado em estudo teórico prévio, com a finalidade de conhecer aquilo que vai ser realizado. Nos centros espíritas esta regra deveria ser observada com muito mais rigor, por razões óbvias, afinal está em jogo o equilíbrio espiritual das pessoas que os procuram. Entretanto, o empirismo ainda é a marca da improdutividade nas casas, por absoluta falta de hábito para os estudos da doutrina que se professa. Enraizou-se entre nós o costume de realizar as coisas sem planejamento, pois é regra geral que, para se fazer o bem, basta certa dose de boa vontade. A experiência secular nos mostra que não é bem assim. Se possuímos boa vontade, temos que aliá-la ao conhecimento a à ação, pois ela sozinha para nada serve. No Atendimento Fraterno é importante que se obedeça a um esquema mínimo de organização e conhecimento, a fim de que trabalhemos com ordem e disciplina. A seguir, falaremos de todos os itens relativos ao serviço de atendimento da casa espírita, para que cada grupo interessado possa desenvolver seu próprio esquema de recepção e assistência.
3.1 - Recepção e Triagem
Grande parte das pessoas que adentram o Centro Espírita pela primeira vez, o fazem em busca de algum tipo de auxílio. Poucas são as que vão para conhecer o Espiritismo ou por curiosidade, ou ainda como visitantes. A casa espírita deve dispor de meios para bem receber essas pessoas.
O primeiro passo para iniciar o trabalho de Atendimento Fraterno, é determinar o dia mais adequado e mais cômodo para se estabelecer o trabalho. Em nossa casa, esse serviço funciona no dia da reunião pública, duas horas antes do início dos trabalhos de explanação.
Em dia, horário e local preestabelecidos, um ou dois trabalhadores bem educados e treinados para a tarefa, receberão as pessoas que chegam pela primeira vez, dando-lhes as informações necessárias a cada caso. É necessário presteza, simpatia e agilidade, além de grande discrição e seriedade. Neste caso, a primeira impressão que a pessoa terá do trabalho será muito importante. Pessoas sérias não retornarão a locais onde não transpirem idoneidade e credibilidade.
A triagem é feita nessa hora de conversa informal, onde o "recepcionista" observará pela sua perspicácia, qual a necessidade daquela criatura. Se for um caso que demande maiores cuidados, a pessoa será encaminhada à Sala de Entrevistas para uma conversa mais reservada e posterior direcionamento. Antes, porém, será preenchida uma ficha de dados, com informações básicas sobre o paciente: nome, idade, endereço, profissão etc. Caso contrário, ou seja, se a pessoa não estiver precisando de nenhum tipo de ajuda, ela será encaminhada para os trabalhos públicos de explanação.
Se ao Centro Espírita for de médio porte e dispuser de pessoal treinado, poderá ter uma sala específica de triagem. Neste caso, a recepção apenas fará o seu trabalho básico, ou seja, preencherá a ficha com os dados e encaminhará o assistido para a sala de triagem que, então, direcionará a conduta do paciente conforme a necessidade. Ao nosso ver, este é o modelo ideal, pois todas as pessoas que vêm pela primeira vez à casa poderão ter um atendimento atencioso e não apenas aqueles que se dispõem a procurar ajuda.
A recepção deverá ser feita por pessoas que conheçam de perto o funcionamento da casa a fim de evitar situações constrangedoras em relação às informações desencontradas que possam prejudicar a credibilidade do trabalho. Nada mais desagradável do que receber informações equivocadas sobre qualquer coisa, mormente em um Centro Espírita.
3.2 - Entrevista
Uma vez detectada a necessidade de maiores cuidados por parte da pessoa, ele será encaminhada à entrevista, que é uma conversa fraterna que se tem com o assistido, para que se possa tirar dele as informações necessárias para elucidação do caso e adequado auxílio. Importante que algumas perguntas sejam direcionadas para evitar divagações e longos relatos. O entrevistador deve conhecer técnicas de abordagem, a fim de não errar por excesso de zelo ou por omissão dele.
A entrevista deverá ser breve e objetiva, tendo o cuidado para não ser este trabalho transformado em sala de desabafo e catarse.
3.3 - Local das entrevistas
O local onde serão feitas as entrevistas deverá ser reservado. Não se pode esquecer que vão ser tratados assuntos da intimidade das pessoas e que se deve ter o maior respeito e discrição possível, frente a tantos dramas. Uma pequena sala pode ser determinada para tal fim, podendo ser aproveitada também para outras atividades, caso o Centro Espírita tenha problema de espaço.
As entrevistas realizadas em sistema aberto, ou seja, vários entrevistadores em uma única sala, realizando o trabalho ao mesmo tempo, têm o grande inconveniente de não oferecer ao assistido a privacidade tão necessária nessa hora em que ele vai ali desnudar o seu problema. Entretanto, existem casas que o fazem e dizem ter resultados satisfatórios.
3.4 - O entrevistador
A entrevista é uma tarefa que requer condições especiais do trabalhador. Não que tenha que ser uma pessoa isenta de erros, o que inviabilizaria o trabalho, mas alguém com condições morais acima da média, que tenha um bom embasamento doutrinário e maturidade suficientes para lidar com situações as mais inusitadas.
Os problemas que se apresentam são os mais variados, desde simples perturbações espirituais até obsessões graves, passando por problemas de ordem emocional, física e psíquica. A pessoa que ali está vê no entrevistador alguém que pode ajudá-lo a resolver seus problemas. Coloca com confiança a situação que o levou a buscar ajuda e têm expectativas em melhorar sua condição. É necessário, portanto, que o entrevistador seja pessoa preparada para esse mister, com devido treinamento nessa área, que tenha capacidade para compreender os problemas humanos, assim como condições para estabelecer um diálogo aberto e franco com o assistido.
Não deve o entrevistador permitir que se forme em torno dele uma aura de importância pessoal, com se ele fosse o grande responsável pelo sucesso dos trabalhos, tampouco induzir os entrevistados na certeza da cura de seus problemas. Tudo deve ser direcionado para deixar claro às pessoas que o trabalho é do Mestre Jesus e que somos apenas seus tarefeiros. Deve explicar que a mudança de atitudes é fundamental para a solução dos desajustes íntimos. Infundir confiança na assistência espiritual recebida é a grande tarefa do entrevistador.
Enfatizamos a necessidade de se ter uma equipe mais ou menos fixa de entrevistadores, treinada nessa área, e que se evite os chamados "rodízios" nessa tarefa, pois entendemos que infelizmente existem poucas pessoas com condições de lidar com problemas humanos. Além do que, essa é tarefa de grande responsabilidade que carece de muita dedicação e devotamento para se ter um resultado satisfatório.
3.5 - O entrevistado
O entrevistado tem como sua principal característica, o fato de estar necessitando de algum tipo de ajuda. É importante que o entrevistador esteja preparado para atender as variações de problemas que serão apresentados na entrevista. A cada um, deverá ser dada uma orientação diferenciada, de acordo com as necessidades do caso.
O entrevistador que não possuir perspicácia poderá acabar sendo conduzido pelo entrevistado; em outras situações poderá ser induzido a este ou aquele procedimento, a dar essa ou aquela opinião. Convém estarmos alertas para as diferentes personalidades, com seus diversos problemas. Dentre o grande número de tipos de pacientes, citaremos alguns a título de exemplo:
O desesperado
A pessoa que procura o centro em estado de desespero, tem que ser acudido a qualquer momento. Em primeiro lugar, procura-se acalmá-la envolvendo-a em palavras de conforto, transmitindo-lhe confiança e carinho. Na maioria das vezes está sem condições para ouvir instruções mais objetivas, portanto o melhor será encaminhá-la ao passe, para num segundo momento entrar com as conversas instrutivas e de orientação.
O desespero pode ser oriundo das mais diversas causas, mas todo o fundamento dele se baseia na falta de fé e confiança no futuro. A pessoa se desespera porque não vê saída para seu problema. O sentido de perda lhe traz a sensação de que tudo está acabado. Através da segura orientação da Doutrina Espírita, temos que incutir lentamente no indivíduo a confiança em Deus e em Sua justiça, tirando-o do desespero. Com o tempo e o auxílio dos amigos espirituais, o paciente reencontrará o equilíbrio.
O desanimado
Normalmente um paciente é desanimado porque sua vida está sem sentido. Ele não tem ânimo para o trabalho e na maioria das vezes se isola do convívio social e familiar. Frequentemente tem depressão profunda e pensamentos que se relacionam com a morte. É necessário ter muita cautela com a orientação doutrinária e ter sempre o cuidado de encaminhar o caso também ao médico terreno para que seja avaliada a necessidade do uso de medicações, por possíveis enfermidades físicas que possam estar instaladas no organismo.
Se possível, envolver a família na orientação, mostrando os riscos que corre o doente de enveredar-se pelo caminho do desequilíbrio. Explicar, através do diálogo fraterno e convincente, a necessidade de sua moralização, pela prática da religiosidade, da moral e organização da própria vida.
O descrente
É aquele que inicia sua conversa já dizendo que foi trazido por sua família ou amigos, mas que não acredita em nada etc. Na maioria das vezes quer ser convencido de alguma coisa ou espera que seus problemas sejam resolvidos por outros. Tenta fazer parecer que não está muito interessado na ajuda oferecida pelo centro espírita. Nestes casos, deixar claro que ele só será auxiliado se quiser e que terá que se esforçar para isso. Evitar atitudes paternalistas com o paciente. Muitas vezes a ação mais enérgica do entrevistador faz com que o indivíduo mude sua postura perante a vida. Mostrar as desvantagens da descrença e os benefícios que poderia ter, revertendo esse quadro.
O fanático
Esse tipo de personagem é muito encontrado entre espíritas que supõem resolver seus problemas com a ação dos Espíritos superiores, sem se esforçarem para vencer as dificuldades. Geralmente não aceitam interferências de terceiros em suas convicções e nos casos de doenças orgânicas chegam a desprezar o tratamento da medicina terrena. Acham que, por trabalharem no centro espírita, os irmãos espirituais estão a postos para ajudá-los a resolver seus problemas. É muito delicada a abordagem desse tipo de personalidade, pois trata-se na verdade de pessoas equivocadas quanto ao papel do Espiritismo na vida do homem.
Procurar orientar no sentido da compreensão das verdades divinas, retirando-o da faixa de fanatismo em que se encontra. Se houver condições psíquicas adequadas, mostrar racionalmente ao paciente seu equívoco de posicionamento. O exagero em qualquer setor da vida produz sofrimentos. Trabalhar para retirá-lo desse estado, com orientações através de entrevistas e palestras.
O "espírita"
São pessoas que se dizem "espíritas" porque tiveram contato com terreiros de Umbanda, Candomblé e mesmo com o Espiritismo. Querem ler muitas obras psicografadas (ou dizem que já o fizeram) e vão logo afirmando que gostariam de trabalhar na casa. Procuram auxílio por não estarem bem, mas na maioria das vezes, já dizem o que acham necessário para a solução de seus males. Isso torna bem difícil uma orientação mais efetiva. Na medida do possível, conscientizá-lo sobre a responsabilidade de ser espírita e demonstrar que a possibilidade de trabalho será definida mais tarde. Primeiro é necessário buscar um estado mínimo de equilíbrio espiritual.
O médium
Este tipo de assistido já vem com o diagnóstico de sua "mediunidade". Acha que a mediunidade é a causa de sua perturbação. Verificar, através da própria entrevista, onde exerce (ou exerceu) seu trabalho de intercâmbio; se num terreiro ou num centro espírita. A atividade mediúnica inadequada pode gerar perturbações no psiquismo das pessoas. Além do mais, dependendo de onde estava "trabalhando", o paciente pode estar sendo vítima de processo obsessivo oriundo de contaminação. Orientá-lo no sentido de que seu dom será reavaliado mais tarde, depois do tratamento. Jamais prometer que ele vai trabalhar como médium na casa, pois muitas vezes a pessoa vem à entrevista com essa intenção. Nunca encaminhar o paciente para sessões práticas de Espiritismo, antes de submetê-lo a tratamento, mesmo que o paciente já tenha tido orientação kardequiana.
O que perdeu ente querido
Geralmente procuram o centro inconformados pela perda de alguém da família, com o objetivo de conseguir notícias do ente querido. Confortá-lo com a ajuda das ferramentas da Doutrina Espírita. Pode-se anotar o nome do desencarnado para fazer preces por ele ou verificar na sessão prática com está sua situação, se houver necessidade. Nunca prometer mensagens mediúnicas. Isso gera uma expectativa na família e nem sempre tal coisa é possível. As conversas em torno da imortalidade da alma trazem grande conforto espiritual, bem como a sugestão da leitura de livros adequados para o caso. O convívio na casa, no contato com a Doutrina Espírita, com o tempo fará a pessoa compreender mais e sofrer menos.
O que quer resolver problemas dos outros
Geralmente são pais aflitos ou cônjuges tentando fazer qualquer coisa para salvar determinada situação de desequilíbrio instalada em suas vidas. Não raro querem se submeter a tratamento no lugar do necessitado, na desesperada tentativa de ajudá-lo, pois de maneira geral são pessoas refratárias a procurar ajuda. O entrevistador deve esclarecer como se dá o auxílio espírita e a necessidade da presença do doente na casa. Deve pedir que façam o possível para trazê-lo no centro espírita. Oferecer ajuda indireta através do livro de pedidos de amparo. Em casos graves, pode-se anotar nome e endereço do necessitado, para ser levado às sessões práticas.
O "sábio"
Aquele que busca auxílio na casa espírita, mas acha-se muito sábio, culto e inteligente e não se sente à vontade submetendo-se à orientação de alguém que ele julga ser inferior a ele. Através da conversa, quer mostrar-se superior e se o entrevistador não for suficientemente experiente, ele pode monopolizar o diálogo, tornando infrutífero o trabalho de esclarecimento. Agir com tato, demonstrando que todos temos muito a aprender na escola da vida. Nos casos em que o entrevistado demonstrar que quer "duelar" no campo das idéias, deve-se ter a sutileza de desviar seu intento, fazendo-o ver que aquele não é o momento e o local apropriado para disputas. Jamais esquecer que se está diante de pessoa em desequilíbrio. Mostrar que a casa espírita e o Espiritismo estão ali para ajudá-lo, se tiver humildade para se colocar como necessitado da alma.
O pessimista
O pessimismo é uma atitude mental inadequada que gera uma energia negativa na mente da pessoa, prejudicando todas as atividades na vida. Tratar com o pessimista é muito difícil, pois ele se coloca a todo momento como fracassado e descrente de possíveis melhorias. Geralmente são indivíduos que portam auto-obsessões e não raro frequentam casas espíritas a vida inteira.
O pessimista pode necessitar de psicoterapia e têm-se que estar atentos a esse fato, para encaminhá-lo a profissionais da área, se for necessário. Com o estabelecimento da ajuda espiritual, sua atitude mental poderá se modificar, facilitando a compreensão das instruções a ele oferecidas através das palestras e conversas periódicas na sala de entrevistas.
O portador de doença orgânica
Normalmente a pessoa que procura a casa espírita com problema orgânico, pensa encontrar ali a cura de sua doença, pois acha que vai ser "operado" etc. É bom que seja informado que a etiologia das doenças podem ser de ordem externa e interna. Externas são aquelas provenientes do meio onde vivemos e circunstâncias da própria matéria que constitui nosso organismo. Internas, quando são oriundas do corpo espiritual e constituem-se em consequências de condutas e posicionamentos inadequados de outras encarnações. É importante certificar-se se o paciente está em assistência médica e jamais se deve suspender o uso de medicamentos. Encaminhar para tratamento adequado na casa espírita.
O portador de doença grave
São pessoas que vêm à casa espírita, normalmente trazidas por seus familiares, em estado de desespero por portarem doenças graves e às vezes crônicas. Essas pessoas vêm com grande esperança de serem curadas. É importante não prometer curas milagrosas, mas a ajuda que a Doutrina Espírita traz é fundamental para a superação da prova a que o paciente está submetido. A fluidoterapia e a orientação sobre a origem dos males ajudará o enfermo no processo de conscientização e até, quem sabe, da cura propriamente dita. Prescrever assistência espiritual e deixar claro que o tratamento espírita é um auxiliar da medicina terrena.
O esquizofrênico
A esquizofrenia é uma enfermidade mental semelhante à obsessão espirítica e pode ser classificada como auto-obsessão. Os pacientes portadores dessa anomalia mental escutam vozes constantemente e têm mania de perseguição. Julgam-se saudáveis e na maioria das vezes resistem ao tratamento médico ou espírita. Nos casos em que o enfermo aceitar, ele poderá ser encaminhado ao tratamento convencional de desobsessão. O entrevistador não deverá considerar as manifestações do psiquismo doentio desses pacientes, como sendo informações consistentes para suas investigações. Geralmente os esquizofrênicos são Espíritos muito endividados com o passado, que estão em encarnações de grave expiação. A terapia espírita deverá estar associada ao tratamento psiquiátrico.
3.6 - Fichas de informações
Esta ficha, devidamente preenchida com os dados de identificação na recepção, estará agora nas mãos do entrevistador para que se procedam as anotações inerentes ao caso. As informações mais pertinentes deverão ser ali anotadas, pois servirão para estabelecer uma linha de ação, assim como serão necessárias para o devido acompanhamento de cada caso. Todas as informações são absolutamente confidenciais e esta ficha será arquivada em local apropriado. Terá acesso a ela somente aqueles que estão envolvidos com essa tarefa. Evidentemente será utilizada em possíveis retornos.
3.7 - Carteira de controle
Da mesma maneira que as fichas, as carteirinhas de controle são necessárias para um acompanhamento mais efetivo do tratamento realizado com os pacientes. Ali serão anotadas as datas dos passes ministrados, por pessoa encarregada pela organização desse procedimento, bem como a data do retorno do mesmo à Sala de Entrevistas para a avaliação final. É uma boa maneira também de se aferir faltas ou abandonos de tratamentos.
Existem algumas resistências ao uso de "carteiras de tratamento" e as críticas baseiam-se no fato de se estar burocratizando o atendimento. Os bons resultados dos trabalhos com esse método, no entanto, nos anima a continuar nessa linha de ação.
4.0 - Exame espiritual
Este item, apesar de importante, só será possível de ser efetuado em caso de equipes bem treinadas e já com experiência no campo da mediunidade. O assistido poderá ser submetido a investigação espiritual, com médiuns seguros e maduros na tarefa, que darão informações sobre aquele caso, anotadas em sua ficha. O ideal seria que esses médiuns não fossem informados da situação do paciente para que não sofram nenhuma espécie de indução. As informações obtidas aqui serão depois confrontadas pelo entrevistador.
Importante salientar que essas informações devem ser consideradas como auxiliares no diagnóstico final da problemática do paciente. Se houver grande incoerência entre os dados vindos dos médiuns e os que o entrevistador colheu na conversa, este exame deverá ser desconsiderado. Sempre lembrar que devemos ter muita cautela com as informações vindas do plano espiritual.
Podemos trabalhar com 03 (três) tipos de investigação espiritual: psicofonia, psicografia e vidência. Todas, entretanto, devem ser bem trabalhadas e tratadas com muito cuidado, para que os resultados sejam satisfatórios.
5.0 - Terapêutica
Como toda enfermidade física ou psíquica, o tratamento das obsessões e dos desajustes psíquicos necessita do uso de medicamentos precisos. Só que no caso dos centros espíritas, a terapêutica utilizada baseia-se na orientação ao enfermo, na fluidoterapia, na desobsessão, nos cuidados médicos, na ocupação ao assistido etc.
5.1 - Orientação ao enfermo
Neste tipo de assistência, a orientação adequada ao enfermo é parte importante para o sucesso de sua recuperação. Uma orientação mal conduzida poderá trazer mais prejuízos que benefícios. Daí a importância do entrevistador ter conhecimento doutrinário e experiência no trato com as pessoas.
O assistido, após conversa de aconselhamento, poderá ser muito auxiliado nas explanações públicas do Evangelho de Jesus, com leituras de obras espíritas (caso tenha condições psíquicas para isso), reajustamento de hábitos, avaliação de sua conduta etc. Por esta razão é de muita importância que a casa tenha um trabalho de explanação bem estruturado, com palestras bem conduzidas dentro de uma linha que induza à reflexão e, conseqüentemente, à edificação. Será neste trabalho que a maioria dos casos simples serão tratados, sem que sejam necessárias intervenções mais ostensivas, como a utilização das atividades mediúnicas da casa, para evocações e doutrinação de Espíritos. Necessário, pois, cuidar bem dessa parte do trabalho.
É importante que se tenha muita cautela com as instruções dadas, pois via de regra, lida-se com pessoas problemáticas no campo do entendimento e qualquer informação mal conduzida poderá ser interpretada sob a ótica deturpada da pessoa em tratamento.
A orientação deverá ser avaliada ou reforçada periodicamente, nos retornos marcados na carteirinha.
5.2 - Fluidoterapia
A fluidoterapia é uma arma poderosa no tratamento das enfermidades espirituais. A maioria dos casos é resolvidos com estes procedimentos: orientação, passes e água fluidificada.
É fundamental o Centro Espírita contar com uma equipe de passistas alinhada no mesmo pensamento de servir ao próximo e que tenha a plena consciência da gravidade da tarefa que está empreendendo. É preciso que também esteja consciente da necessidade de um constante trabalho de reformulação moral interior. Afinal a qualidade dos fluidos doados está na razão direta da moralização do médium. A equipe não poderá ter variação frequente, a não ser nos casos de necessidade.
Os passes serão administrados nos dias do próprio atendimento, podendo nos casos graves, serem aplicados mais de uma vez por semana, e por mais de um passista.
5.3 - Reunião mediúnica
Os casos de maior gravidade serão encaminhados para as reuniões mediúnicas destinadas à investigação. Evidentemente o grupo deverá ter sua equipe de médiuns já em funcionamento. Caso contrário é melhor não iniciar a tarefa de atendimento a processos obsessivos, sob pena de arrumar mais problemas que soluções. Os grupos deverão estar preparados para realizar a investigação através das evocações ou manifestações espontâneas, de acordo com a necessidade de cada caso.
É de fundamental importância se saber a opinião dos Espíritos amigos sobre os casos mais graves em tratamento. Essas informações, associadas aos detalhes revelados na entrevista, poderão fornecer um diagnóstico satisfatório sobre os casos em questão. Após se ter uma idéia segura a respeito das causas dos problemas do paciente, será possível prescrever-lhe uma conduta terapêutica.
5.4 - Cuidados médicos
Alguns pacientes portadores de obsessões graves poderão necessitar de uma terapia medicamentosa. O entrevistador, sempre que achar necessário, deverá encaminhar o paciente ao médico terreno, para que ele proceda conforme a necessidade. Caso ele já esteja sob cuidados médicos, evidentemente a terapia deverá ser mantida e jamais o entrevistador poderá interferir nesse procedimento.
Receituários alopáticos, homeopáticos ou fitoterápicos devem ser terminantemente evitados na casa espírita. Esse tipo de trabalho é muito propício ao endeusamento de médiuns, ao estímulo à vaidade pessoal do mesmo e, por isso mesmo, à facilidade do concurso de Espíritos pouco adiantados, que via de regra, acabam comandando o núcleo espírita. Lembrar sempre que a terapia espírita se fundamenta na moralização dos pacientes, dos Espíritos perturbadores e na fluidoterapia. Nada mais.
5.5 - Ocupação do enfermo
Nos casos graves, as enfermidades espirituais podem levar as criaturas a condições tão degradantes que impossibilitam-nas ao trabalho de qualquer natureza. Porém, na maioria das situações as pessoas podem se dedicar a algum tipo de trabalho e isso deve ser estimulado como parte da terapia reequilibrante. A ociosidade agrava qualquer mente em desalinho.
Entretanto, deve-se ter o cuidado para não levar adiante a idéia corrente de que basta colocar o obsediado para "trabalhar" para livrá-lo da obsessão. Isso é procedimento de casas que não fundamentam seus trabalhos na metodologia kardequiana, portanto pouco tem a oferecer aos que buscam auxílio em situações de desespero. Como geralmente a parte assistencial é a linha de frente dos trabalhos dessas casas, generalizou-se esse grave equívoco em nosso meio, o que trouxe imensos prejuízos para a resolução dos problemas mais sérios.
6.0 - Resultados
Em todo e qualquer trabalho que se realiza, faz-se necessário um estudo dos resultados, como método de aferição de sua produtividade. Isso se aplica a qualquer empreendimento. Neste caso, a observação dos resultados nos dará um idéia da qualidade da assistência que está sendo oferecida aos pacientes que procuram a casa. Saber se os casos estão sendo resolvidos, se as pessoas estão satisfeitas com o tipo de serviço oferecido é obrigação de todo trabalho sério. Aqui entra a importância das fichas de atendimento e das carteirinhas de controle para realização dessa avaliação.
Existem três itens básicos que nos auxiliam nessa avaliação: a) resolução do processo; b) insucesso no tratamento; c) abandono da assistência.
A experiência tem demonstrado que o Espiritismo pode resolver em torno de 70% dos casos de obsessões de um modo geral. Se os casos atendidos não estão sendo resolvidos, ou existe um percentual considerável de abandono, os métodos de trabalho precisam ser revistos passo a passo, da recepção à reunião mediúnica, passando pelo passe e reunião pública.
6.1 - Avaliações
Não há outro meio de se saber os resultados de qualquer trabalho a não ser avaliando-o. A terapêutica espírita também não foge à regra. As avaliações dos assistidos devem ser periódicas, em data de retorno previamente marcada na entrevista inicial. Desta forma poderemos fazer duas coisas importantes: dar mais atenção à pessoa que está em assistência na casa e avaliar suas condições espirituais atuais. Caso sua situação espiritual não esteja evoluindo bem, deve-se continuar o tratamento e submeter o caso a uma nova investigação. Este também é um dos motivos da necessidade da carteira de controle.
6.2 - Encaminhamento do assistido
Finalmente, depois da avaliação e liberação do paciente da assistência espiritual recebida, convém direcioná-la para algum setor da casa, se for de sua vontade permanecer nela. Neste caso, ela pode ser encaminhada para os cursos que o Centro Espírita oferece e que devem ser adequados para o seu nível de entendimento. Também poderá ser estimulado a servir, como voluntário, nas fileiras do trabalho caritativo.
Não é conveniente colocar pessoas com enfermidades espirituais em cursos de estudos da Doutrina Espírita, sem antes submetê-la a assistência dos Espíritos amigos, pois o bom senso nos diz que indivíduos em desequilíbrio não estão em condições de assimilar as idéias com naturalidade.
Devemos lembrar que nem todos os que vão em busca de assistência nas casas espíritas querem aprender Espiritismo. Muitos, depois de "curados", voltam para suas crenças de origem. Isso deve ser muito respeitado. Não devemos fazer de nossas casas espíritas uma armadilha para arrebanhar adeptos. A Doutrina Espírita é destinada aos Espíritos quem tem amadurecimento para compreendê-la. Não se pode forçar ninguém a aceitá-la.
Enfim, se através do Atendimento Fraterno da casa espírita, as pessoas conseguirem recuperar seu equilíbrio e serenidade, o trabalho já terá atingido seu objetivo. Se elas vão ficar freqüentando a casa espírita, isso o tempo dirá.
domingo, 12 de setembro de 2010
Karma
Não é raro ouvir, no próprio meio espírita, a palavra Karma. Geralmente essa palavra é usada, erroneamente, por alguns espíritas para expor algo relacionado com a lei de Causa Efeito, essa sim, de fato, faz parte da doutrina.
Então para deixar as coisas um pouco mais claras e evitar equivocos, vamos ver logo em seguida o que é realmente o Karma e também o que o Espiritismo nos explica sobre a lei de Causa Efeito.
Karma:
Karma ou Carma é um termo usado principalmente nas religiões Budista e Hinduista, para expressar um conjunto de ações dos homens e suas consequências, baseado na ação e reação, onde uma ação executada pelo homem resulta em uma reação de igual proporção, bem no estilo pau a pau, pedra a pedra. Se pratica algo mal, vai acabar recebendo de volta o mesmo mal que provocou, para "pagar" a ação anterior. Nesse caso poderiamos dizer que o Karma também é dívida. O mesmo mecanismo funciona na pratica do bem, se o faz, recebera de volta algo positivo de igual intensidade ao praticado
Karma ou Carma é um termo usado principalmente nas religiões Budista e Hinduista, para expressar um conjunto de ações dos homens e suas consequências, baseado na ação e reação, onde uma ação executada pelo homem resulta em uma reação de igual proporção, bem no estilo pau a pau, pedra a pedra. Se pratica algo mal, vai acabar recebendo de volta o mesmo mal que provocou, para "pagar" a ação anterior. Nesse caso poderiamos dizer que o Karma também é dívida. O mesmo mecanismo funciona na pratica do bem, se o faz, recebera de volta algo positivo de igual intensidade ao praticado
.
A lei de Causa Efeito:
A principio, a lei de Causa Efeito apresentada no Espiritismo não se difere muito do que é exposto no Karma, pois também tem relação com a ação e reação dos atos, esse o motivo do pessoal acabar misturando as bolas. Mas há um ponto crucial que diferencia o Karma da lei de Causa Efeito, pois a lei de Causa Efeito leva em consideração o livre arbítrio do homem e consequentemente a possibilidade de mudar o rumo dos acontecimentos conforme suas escolhas, onde já não teriamos obrigatoriamente o olho por olho, dente por dente constantes no Karma.
Um bom exemplo é o de um homem que pratica uma ação negativa e posteriormente consegue mudar seu rumo praticando ações positivas, conseguindo assim minimizar a reação negativa que viria a ter, caso o Karma fosse aplicado, evidenciando, mais uma vez, o poder do bem e do amor em nossas vidas, como o Mestre sempre frisou.
Fonte:
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
CONDUTA ESPÍRITA - BLOG
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- PERANTE A CRIANÇA
- PERANTE OS DOENTES
- PERANTE OS PROFITENTES DE OUTRAS RELIGIÕES
- PERANTE OS ESPÍRITOS SOFREDORES
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- PERANTE A MEDIUNIDADE
- PERANTE O PASSE
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- PERANTE AS REVELAÇÕES DO PASSADO E DO FUTURO
- PERANTE O LIVRO
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- PERANTE A ARTE
- PERANTE A CODIFICAÇÃO KARDEQUIANA
- PERANTE A PRÓPRIA DOUTRINA
- PERANTE JESUS
- CONDUTA ESPÍRITA
É a midiunidade o ponto mais importante na Doutrina Espírita?
A primeira coisa que a Doutrina Espírita nos lembra é a mediunidade, e com certeza a mediunidade, foi uma grande alavanca para a Doutrina Espírita. Mas essa não é a parte mais importante da Doutrina.
A Doutrina foi criada para a nossa evolução.
O espiritismo não é só o que se vê no Centro Espírita.
É o que fazemos em nosso dia a dia, na rua no trânsito, no trabalho, em nossa casa.
Ser espírita é vivênciar o evangelho do Cristo em nossas atitudes, ensinar através de exemplos.
Uma frase que sempre ouvi em palestras, “Um exemplo vale mais que mil palavras”.
Há muitos trabalhos importantes que podemos executar no Centro Espírita também de grande importância.
O trabalho mais humilde aparentemente sem valor são na maioria das vêzes os mais importantes porque através dêle vemos no trabalhador um exemplo de humildade.
A humildade nos ajuda a conquistar a simpatia dos bons espíritos.
Um bom motivo para ser humilde.
Boas ações e humildade vai sempre atrair bons espíritos à nossa volta.
Cada boa ação, trabalho voluntário, dedicando um pouco do nosso tempo nessa prática, é um passo para o nosso crescimento espiritual.
Mais importante que ter cargos no Centro Espírita é conhecer a proposta da Doutrina.
Trabalhar para construirmos um mundo melhor, crescer evoluir e dêsse modo ajudar também àqueles que estão à nossa volta, atrávés de bons exemplos .
João Alberto Gafanhoto
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Pobres de espírito e espíritos pobres.
Pobres de espírito e espíritos pobres.
Caírbar Schutel
"Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus." (Mateus, V, 3.)
Deus quer Espíritos ricos de amor e pobres de orgulho. Os "pobres de espírito" são os que não têm orgulho, os espíritos ricos são os que acumulam tesouros nos Céus, onde a traça não os rói e os ladrões não os alcançam.
Os "pobres de Espírito sãos os humildes, que nunca mostram saber o que sabem, e nunca dizem ter o que têm; a modéstia é o seu distintivo, porque os verdadeiros sábios são os que sabem que não sabem!
É por isso que a humildade se tornou cartão de ingresso no Reino dos Céus.
Sem a humildade, nenhuma virtude se mantém. A humildade é o propulsor de todas as grandes ações e rasgos de generosidade, seja na Filosofia, na Arte, na Ciência, na Religião.
Bem-aventurados os humildes; deles é o Reino dos Céus!
Os humildes são simples no falar; sinceros e francos no agir; não fazem ostentação de saber nem de santidade; abominam os bajulados e servis e deles se compadecem.
A humildade é a virgem sem mácula que a todos discerne sem poder ser pelos homens discernida.
Tolerante em sua singeleza, compadece-se dos que pretendem afrontá-la com o seu orgulho; cala-se às palavras loucas dos papalvos; suporta a injustiça, mas folga com a verdade!
A humildade respeita o homem, não pelos seus haveres, mas por suas virtudes. A pobreza de paixões, de vícios, de baixas condições que prendem ao mundo, e o desapego de efêmeras glórias, de egoísmo, de orgulho, amparam os viajores terrenos que caminham para a perfeição.
Foi esta a pobreza que Jesus proclamou: pobreza de sentimentos baixos, pobreza de caráter deprimido. Quantos pobres de bens terrenos julgam ser dignos do Reino dos Céus, e, entretanto, são almas obstinadas e endurecidas, são seres degradados que, sem coberta e sem pão, repudiam a Jesus e se fecham nos redutos de uma fé bastarda, que, em vez de esclarecer, obscurece, em vez de salvar, condena!
Não é a ignorância e a baixa condição que nos dão o Reino dos Céus, mas, sim, os atos nobres: a caridade, 0 amor, a aquisição de conhecimentos que nos permitam alargar o plano da vida em busca de mais vastos horizontes, além dos que avistamos!
Se da imbecilidade viesse a "pobreza de espírito" que dá o Reino dos Céus, os néscios, os cretinos, os loucos não seriam fustigados na outra vida, como nos dizem que são, quando de suas relações conosco.
Pobres de espírito são os simples e retos, e não os orgulhosos e velhacos; pobres de espírito são os bons que sabem amar a Deus e ao próximo, tanto quanto amam a si próprios.
Pobres de espírito são os que estudam com humildade, são os que sabem que não sabem, são os que imploram de Deus o amparo indispensável às suas almas.
Para estes é que Jesus disse: "Bem aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus."
(Parábolas e Ensinos de Jesus – Caírbar Schutel)
Fonte:
http://blogoliviaespirita.blogspot.com/
Caírbar Schutel
"Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus." (Mateus, V, 3.)
Deus quer Espíritos ricos de amor e pobres de orgulho. Os "pobres de espírito" são os que não têm orgulho, os espíritos ricos são os que acumulam tesouros nos Céus, onde a traça não os rói e os ladrões não os alcançam.
Os "pobres de Espírito sãos os humildes, que nunca mostram saber o que sabem, e nunca dizem ter o que têm; a modéstia é o seu distintivo, porque os verdadeiros sábios são os que sabem que não sabem!
É por isso que a humildade se tornou cartão de ingresso no Reino dos Céus.
Sem a humildade, nenhuma virtude se mantém. A humildade é o propulsor de todas as grandes ações e rasgos de generosidade, seja na Filosofia, na Arte, na Ciência, na Religião.
Bem-aventurados os humildes; deles é o Reino dos Céus!
Os humildes são simples no falar; sinceros e francos no agir; não fazem ostentação de saber nem de santidade; abominam os bajulados e servis e deles se compadecem.
A humildade é a virgem sem mácula que a todos discerne sem poder ser pelos homens discernida.
Tolerante em sua singeleza, compadece-se dos que pretendem afrontá-la com o seu orgulho; cala-se às palavras loucas dos papalvos; suporta a injustiça, mas folga com a verdade!
A humildade respeita o homem, não pelos seus haveres, mas por suas virtudes. A pobreza de paixões, de vícios, de baixas condições que prendem ao mundo, e o desapego de efêmeras glórias, de egoísmo, de orgulho, amparam os viajores terrenos que caminham para a perfeição.
Foi esta a pobreza que Jesus proclamou: pobreza de sentimentos baixos, pobreza de caráter deprimido. Quantos pobres de bens terrenos julgam ser dignos do Reino dos Céus, e, entretanto, são almas obstinadas e endurecidas, são seres degradados que, sem coberta e sem pão, repudiam a Jesus e se fecham nos redutos de uma fé bastarda, que, em vez de esclarecer, obscurece, em vez de salvar, condena!
Não é a ignorância e a baixa condição que nos dão o Reino dos Céus, mas, sim, os atos nobres: a caridade, 0 amor, a aquisição de conhecimentos que nos permitam alargar o plano da vida em busca de mais vastos horizontes, além dos que avistamos!
Se da imbecilidade viesse a "pobreza de espírito" que dá o Reino dos Céus, os néscios, os cretinos, os loucos não seriam fustigados na outra vida, como nos dizem que são, quando de suas relações conosco.
Pobres de espírito são os simples e retos, e não os orgulhosos e velhacos; pobres de espírito são os bons que sabem amar a Deus e ao próximo, tanto quanto amam a si próprios.
Pobres de espírito são os que estudam com humildade, são os que sabem que não sabem, são os que imploram de Deus o amparo indispensável às suas almas.
Para estes é que Jesus disse: "Bem aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus."
(Parábolas e Ensinos de Jesus – Caírbar Schutel)
Fonte:
http://blogoliviaespirita.blogspot.com/
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
NOVA REENCARNAÇÃO DE EMMANUEL
Casa de Chico Xavier, Pedro Leopoldo (MG)
Em um livro de autoria do espírito de Emmanuel, da psicografia ainda inédita de Chico Xavier, cujo título é Deus Conosco, da Vinha de Luz - Serviço Editorial da FECFAS (31-3386-2334), à página 43, sobre as vidas sucessivas de Emmanuel, encontramos os relatos do próprio Chico Xavier sobre a reencarnação de seu benfeitor espiritual no início do século XXI. Tal informação, que reproduzimos a seguir, como outras que relato abaixo, são de suma importância, para que tenhamos em mente que, com certeza, Emmanuel já se encontra entre nós.
"Conforme atestam várias pessoas que conviviam na intimidade com o médium Chico Xavier, por afirmativas dele mesmo, o espírito do benfeitor Emmanuel já está entre nós, na face da Terra, pela via da reencarnação. Um destes depoimentos, da Sra. Suzana Maia Mousinho, presidente e fundadora do Lar Espírita André Luiz (LEAL), de Petrópolis / RJ, amiga do médium desde 8 de novembro de 1957, Francisco Cândido Xavier lhe confidenciou detalhes sobre a reencarnação de Emmanuel, que voltaria à Terra no interior do Estado de São Paulo, no seio da família constituída pelo casal D. Laura e Sr. Ricardo, personagens do livro Nosso Lar, de André Luiz. Tempos depois, novamente o estimado médium Chico Xavier tornou a tocar no assunto em pauta com D. Suzana, afirmando ter presenciado o retorno à vida física de seu benfeitor no ano de 2000, vendo, então, confirmadas as previsões espirituais a respeito. Este fato está em sintonia com depoimentos públicos do médium mineiro em três ocasiões distintas, veiculados em três de seus livros publicados, a saber:
a) No livro Entrevistas (IDE, 1971), quando, respondendo à questão 61, sobre a futura reencarnação de Emmanuel, Chico Xavier disse: "Ele (Emmanuel) afirma que, indiscutivelmente, voltará à reencarnação, mas não diz exatamente o momento preciso em que isso se verificará. Entretanto, pelas palavras dele, admitimos que ele estará regressando ao nosso meio de espíritos encarnados no fim do presente século (XX), provavelmente na última década";
b) Também no livro A Terra e o Semeador (IDE, 1975), quando, respondendo à pergunta de número 33, Chico Xavier disse: "Isso tem sido objeto de conversações entre ele (Emmanuel) e nós. Ele costuma dizer que nos espera no Além, para, em seguida, retornar à vida física.";
c) Assim também vamos observar outra confirmação de Chico sobre o assunto no livro organizado pela Dra. Marlene Nobre, editado em 1997 pela Folha Espírita, cujo título é Lições de Sabedoria, que traz à página 171 da segunda edição a pergunta de Gugu Liberato a Chico Xavier: "É verdade que o espírito Emmanuel, que lhe ditou a base do Espiritismo prático no Brasil, se prepara para reencarnar?" Ao que Chico respondeu: "Ele diz que virá novamente, dentro de pouco tempo, para trabalhar como professor."
“Também uma vez, conversando comigo em Uberaba, e falando sobre a volta de Emmanuel, Chico nos confidenciou: "Geraldinho, o nosso compromisso, meu e de Emmanuel, com o Espiritismo na face da Terra tem a duração de três séculos, e só terminará no final do século XXI”.
Outro depoimento público sobre a manifestação de Chico Xavier acerca da reencarnação de seu benfeitor Emmanuel está veiculado no DVD duplo Chico Xavier Inédito de Pedro Leopoldo a Uberaba, organizado por Oceano Vieira de Melo e lançado ano passado pela Versátil. No segundo DVD, no filme que reúne diversos testemunhos, de 2007, o confrade Dr. Elias Barbosa, de Uberaba (MG), diz textualmente: "Eu me lembro dele (Chico) falar uma vez, e para todo mundo, não foi só para mim não, que quando ele desencarnasse o Emmanuel iria reencarnar. Isto é o que ele (Chico) falou: "Nosso Emmanuel, gente, ele vai voltar! Está só esperando eu partir..."
Como nós sabemos que Chico Xavier recebera no final da vida física uma extensão de tempo, caracterizada por mais uma moratória extra, permanecendo assim mais tempo entre nós, segue-se o próximo depoimento que se reveste assim de maior importância.
Sobre a reencarnação de Emmanuel em novo testemunho, bastante esclarecedor, dona Suzana Maia Mousinho e sua nora, Sra. Maria Idê Cassaño Mousinho, revelam que, em outubro de 1996, o próprio Chico Xavier revelara a elas que a filha de Maria Idê estava grávida e que as duas em breve seriam bisavó e avó, respectivamente. Segundo Chico Xavier lhes revelou, o espírito de Emmanuel havia se empenhado pessoalmente, junto com o benfeitor espiritual do LEAL, Wilton Ramos Oliva, na seleção dos caracteres genéticos da futura criança, Carlos Augusto, garantindo-lhe sucesso na reencarnação. Este ato do espírito de Emmanuel, segundo Chico Xavier lhes explicou, fora o último ato dele na crosta terrestre, uma vez que Emmanuel, a partir de então, em finais de 1996, ascendera aos planos mais altos da vida espiritual para se preparar para a sua própria reencarnação, por um prazo aproximado de dois anos, a fim de estar de volta à vida física no início do século XXI.
Sônia Barsante, residente em Uberaba, MG, e freqüentadora do Grupo Espírita da Prece de Chico Xavier, também testemunha que em determinado dia no ano de 2000 Chico Xavier ausentou-se por alguns momentos em transe mediúnico. Ao retornar disse-lhe com alegria que fora em desdobramento espiritual até uma cidade do Estado de São Paulo para visitar um bebê que seria o espírito de Emmanuel já reencarnado. Terminou dizendo-lhe e aos demais que lá estavam presentes: “vocês ainda vão reconhecê-lo! “
Fonte: Geraldo Lemos Neto.
João Cabral
Presidente da ADE-SERGIPE
Aracaju-Sergipe-Brasil.
DOUTRINA ESPÍRITA ou ESPIRITISMO
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segunda-feira, 30 de agosto de 2010
MEDIUNIDADE
Desenvolvimento da Mediunidade
Existem mediunidades que do berço se revelam no seu portador, e estas são as mais seguras, porque as mais positivas, frutos de longas etapas reencarnatórias, durante as quais os seus possuidores exerceram atividades marcantes, assim desenvolvendo forças do Perispírito, sede da mediunidade, vibrando intensamente num e noutro setor da existência e assim adquirindo vibratilidades acomodatícias do fenômeno.
Outras existem ainda em formação ( forças vibratórias frágeis, incompletas, os chamados "agentes negativos"), que jamais chegarão a se adestrar satisfatoriamente numa só existência, e que se mesclarão de enxertos mentais do próprio médium em qualquer operosidade tentada, dando-se também a possibilidade até mesmo da pseudo-perturbação mental, ocorrendo então a necessidade dos estágios em casas de saúde e hospitais psiquiátricos se se tratar de indivíduos desconhecedores das ciências psíquicas.Por outro lado, esse tratamento será balsamizante e até necessário, na maioria dos casos, visto que tais impasses comumente sobrecarregam as células nervosas do paciente, consumindo ainda grande percentagem de fluidos vitais, etc..
Possuindo na minha clinica espiritual fatos interessantes cabíveis nos temas em apreço, patrocinarei aqui a exposição de alguns fatos espíritas, convidando o leitor à meditação sobre eles, pois o espírita necessita profundamente de instrução geral em torno dos fenômenos e ensinamentos apresentados pela ciência transcendente de que se fez adepto, ciência imortal que não poderá sofrer o abandono das verdadeiras atenções da do senso e da razão.
Recordações da Mediunidade, palavras do dr. Bezerra de Menezes através da psicografia de Ivone A. Pereira.
sábado, 28 de agosto de 2010
Orientações de Emmanuel à Chico Xavier
EMMANUEL E DUAS ORIENTAÇÕES PARA O RESTO DA VIDA:
Emmanuel, nos primórdios da mediunidade de Chico Xavier, deu-lhe duas orientações básicas para o trabalho que deveria desempenhar. Fora de qualquer uma delas, tudo seria malogrado.
Eis a primeira.
- "Está você realmente disposto a trabalhar na mediunidade com Jesus?"
- Sim, se os bons espíritos não me abandonarem... -respondeu o médium.
- Não será você desamparado - disse-lhe Emmanuel - mas para isso é preciso que você trabalhe, estude e se esforce no bem.
- E o senhor acha que eu estou em condições de aceitar o compromisso? - tornou o Chico.
- Perfeitamente, desde que você procure respeitar os três pontos básicos para o Serviço... Porque o protetor se calasse o rapaz perguntou:
- Qual é o primeiro? A resposta veio firme:
- Disciplina.
- E o segundo?
- Disciplina.
- E o terceiro?
- Disciplina.
A segunda mais importante orientação de Emmanuel para o médium é assim relembrada:
- "Lembro-me de que num dos primeiros contatos comigo, ele me preveniu que pretendia trabalhar ao meu lado, por tempo longo, mas que eu deveria, acima de tudo, procurar os ensinamentos de Jesus e as lições de Allan Kardec e, disse mais, que, se um dia, ele, Emmanuel, algo me aconselhasse que não estivesse de acordo com as palavras de Jesus e de Kardec, que eu devia permanecer com Jesus e Kardec, procurando esquecê-lo.
http://www.humann.com.br/site_geeak2/arquivos_biografias/francisco_candido_xavier_portugues.doc
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Obsessão Espiritual
IntroduçãoEmbora os conceitos iniciais da doença obsessão (enfermidade de caráter espiritual) já houvessem sido abordadas por Kardec, em 1857 no Livro dos Espíritos, a descrição completa da obsessão só foi publicada por Kardec em 1861, no Cap. XXIII do Livro dos Médiuns, onde ele define a doença, enumera suas causas, classifica seus diferentes tipos e propõem uma terapêutica eficiente.
Afirmava Kardec que a obsessão apresenta caracteres diversos, que é preciso distinguir, e que resultam do grau de constrangimento e da natureza dos efeitos que produz. A palavra obsessão é um termo genérico, pelo qual se designa esta espécie de fenômeno, cujas principais variedades são:
a obsessão simples, a fascinação e a subjugação.
obsessão simples:
Na obsessão simples o Espírito inferior procura, através de sua tenacidade e persistência, intrometer-se na vida do obsediado, dando-lhe sugestões que, na grande maioria das vezes, são contrárias a sua forma habitual de pensar. Quando se trata, por exemplo, de um médium acometido por obsessão simples, o Espírito inferior se intromete nas suas comunicações e o impede de se comunicar com outros Espíritos, ou se apresenta substituindo e se fazendo passar por outros. Entretanto, esclarece Kardec, ninguém está obsediado pelo fato de ser enganado por um Espírito mentiroso. A obsessão consiste na ação persistente de um Espírito, e do qual não se consegue desembaraçar, à pessoa sobre quem ele atua. O melhor médium pode ser enganado, sobretudo no começo, que lhe falta a experiência necessária, pode-se pois, ser enganado sem ser obsediado.O Espírito Manoel Philomeno de Miranda afirma-nos:"A obsessão simples, é uma parasitose comum em quase todas as criaturas, considerando o natural intercâmbio psíquico existente em todos os setores do Universo."Entretanto, o problema reside na fixação, pois o próprio significado da palavra obsessão, como vimos, revela idéia fixa, o que caracteriza o instalação do processo obsessivo. Surgem, assim, como sinais e sintomas da obsessão simples, as desconfianças excessivas, os estados de insegurança pessoal, as enfermidades sem causas definidas, etc. Observamos também, mudanças algo súbitas no temperamento habitual do obsediado, em razão das mensagens telepáticas emitidas pelo obsessor e reforçadas nos clichês mentais que ressurgem dos arquivos do inconsciente. Podemos incluir nessa categoria os casos de obsessão de efeitos físicos, isto é, a que consiste nas manifestações ruidosas e obstinadas de alguns Espíritos, que fazem se ouçam, espontaneamente pancadas, ruídos. Pelo que chamamos manifestações físicas espontâneas ou obsessão de efeitos físicos.
Fascinação
Na fascinação, as conseqüências são mais sérias. É uma ilusão, produzida pela ação direta do Espírito obsessor sobre o pensamento do médium, e que, de certa maneira, lhe paralisa o raciocínio e o seu julgamento relativamente às comunicações. O fascinado não acredita que o estejam enganando e o Espírito fascinador tem a capacidade de lhe inspirar confiança cega, que o impede de compreender o absurdo do que escreve ou fala, ainda que este absurdo esteja claro a todos os que os cercam. A ilusão pode mesmo ir ao ponto de fazê-lo ver o sublime na linguagem mais ridícula. O fascinado não se sente incomodado com a presença e a influência do obsessor, muitas vezes até gosta, e forma-se então o verdadeiro processo de simbiose psíquica. O médium fascinado se acredita guiado por uma entidade espiritual de alto gabarito, pois que usa nome de personagens famosos ou de Espírito de valor. O Espírito obsessor nesses casos é hábil, astuto e profundamente hipócrita, pois usa uma imagem que esconde suas verdadeiras intenções. Usa com freqüência as palavras caridade, humildade e amor a Deus como credenciais, mas, através de tudo, deixa transparecer sinais de inferioridade. A fascinação é difícil de ser tratada porque o obsediado recusa orientação e tratamento, pois não acredita estar sob influência obsessiva, e até, às vezes, acredita que todos os demais é que se encontram obsediados, magoa-se e afasta-se das pessoas que o podem esclarecer. Geralmente, os médiuns fascinados vagueiam de um centro ao outro e, muitas vezes, terminam por criarem seus próprios centros espíritas onde serão onipotentes.
Subjugação
A subjugação é o tipo de obsessão em que existe a paralisia da vontade do obsediado e o obsessor assume o domínio completo de sua vítima, que é escravizada, perdendo a vontade própria. A subjugação pode ser moral ou corporal (física).Na subjugação física, o Espírito obsessor atua sobre os órgãos materiais e provoca atos motores involuntários, variando, desde situações, como por exemplo, necessidade de escrever nas horas mais inoportunas até situações ridículas como gestos involuntários, etc. Na subjugação física, o indivíduo age contra a sua vontade e tem consciência do ridículo a que se expõe e que não consegue evitar, sofrendo muito com isso. Pode, algumas vezes, praticar atos violentos.Na subjugação moral ou psíquica, o subjugado é levado a tomar resoluções freqüentemente absurdas e comprometedoras, muito diversas da sua vontade, que, por uma espécie de ilusão, ele crê sensatas.O paciente subjugado vai sendo dominado mentalmente, tombando em estado de passividade, geralmente sob tortura emocional, chegando a perder por completo a lucidez (consciência).O subjugado perde temporária ou definitivamente, durante a sua atual reencarnação, o controle sobre a área da consciência, não podendo se expressar livremente.A visão, a audição e os demais sentidos confundem a realidade objetiva. Por fim, o obsessor toma conta dos centros de comando motor e domina fisicamente a vítima que lhe fica inerte, subjugada moral e fisicamente, agindo como um louco vulgar.A subjugação é de mais fácil reconhecimento, mas de difícil tratamento, e é raro haver cura sem deixar seqüelas. Não devemos supor na subjugação, o Espírito obsessor tome lugar no corpo do obsediado, há, sim, uma supremacia da sua vontade dominando completamente a do médium.Lembramos ainda que a obsessão é o peso que tomba sempre sobre os ombros das consciências comprometidas.A Doutrina Espírita veio desvendar o processo de nossa libertação, revelando que a cura só ocorrerá se os envolvidos no processo, reconhecendo seus débitos, procurarem a melhora. Vem demonstrar que a nossa libertação deve ser conquistada a cada dia com o empenho de todas as nossas energias e o selo de nossa responsabilidade. Dos tormentosos processos obsessivos o homem só se libertará quando compreender o quanto é responsável pelo próprio tormento, e pelos que causa, aos que hoje lhe batem às portas do coração, roubando a paz que julgava merecer. Liberdade e responsabilidade. Para merecermos a primeira temos que assumir a segunda!
Bibliografia1) Livro dos Médiuns - Allan Kardec2) A Gênese - Allan Kardec3) Nas Fronteiras da Loucura - Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo P. Franco4) Grilhões Partidos - Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo P. Franco5) Nos Domínios da Mediunidade - André Luiz/Chico Xavier6) Ação e Reação - André Luiz/Chico Xavier
segunda-feira, 28 de junho de 2010
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